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sexta-feira, 27 de maio de 2011

NR-12 TRAZ PROTEÇÃO ESPECÍFICA PARA DIFERENTES
ÁREAS

A nova NR 12 promete revolucionar a proteção dos trabalhadores em relação às máquinas.
Uma primeira olhada sobre o conteúdo já chama atenção pelo tamanho. Enquanto a versão
anterior contava com um -texto base de seis itens principais e mais dois anexos, um para
motosserras e outro para cilindros de massa, a nova tem texto base com 19 itens principais,
três apêndices, sete anexos e um -glossário. 

São 14.500 caracteres, um total de cinco páginas, contra mais de 230 mil letras, o que
proporcional-mente dará cerca de 80 páginas para a  nova norma. Dessa forma, traz
explicações bem mais detalhadas sobre instalações e dispositivos de segurança. 

"Agora é outro mundo, com explicação muito mais clara sobre o que é necessário. Uma
evolução drástica do texto em si e com a criação de um grupo de trabalho permanente que vai
discutir melhorias. A situação que tínhamos antes era de uma norma valendo de 1978 até
2010. 

A tecnologia avançou, e a norma trazia algo de 32 anos atrás. Se atualizou o texto e se coloca
a -oportunidade de uma atualização contínua", avalia o engenheiro de segurança João Baptista
Beck Pinto, que coordena um GT de Saúde, Segurança  do Trabalho e Meio Ambiente da
ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), no Rio Grande do
Sul.

Criada pela Portaria 3214, de 08 de junho de 1978, a NR 12 sofreu uma primeira alteração em
1983. Em 1994, a norma ganhou o anexo de motosserras e, em 1996, o de cilindros de
massas. Mais duas pequenas mudanças ocorreram em 1997 e em 2000. Já a publicação da
nova NR 12 prevista para ocorrer ainda em 2010 traz uma transformação total, alcançada de
forma tripartite. 

O nome da norma também mudou. Agora chama-se NR 12  - Segurança no Trabalho em
Máquinas e Equipamentos. "O mais importante da nova versão são as informações mínimas
para que a máquina seja concebida de forma segura. Queremos a médio prazo uma nova
geração de máquinas", afirma a coordenadora do GTT  da NR 12, a auditora -fiscal da
SRTE/RS, Aida Becker. 

 

Já para os trabalhadores, há avanços em to-da a concepção da norma. "Modernizada, buscou
contemplar a maioria dos diferentes modelos de máquinas e equipamentos inseridos nos
distintos processos de trabalho. 

Ela se ateve aos rumos da globalização, com visão atual alinhada às normas - nacionais e
internacionais - mais recentes; e vislumbrou proteger, de fato, os envolvidos no processo de
fabricação, envolveu compradores e usuários, e vislumbrou a segurança no ambiente ao redor
da máquina. 

Em sua nova roupagem, vejo como um dos melhores trabalhos gerados pelo processo tripartite
e dará uma nova dimensão à Segurança do Trabalho a grande parte dos setores produtivos",
analisa o técnico de segurança do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das
Cruzes, Adonai Ribeiro.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Incêndios

No carro


  • Evite surpresas desagradáveis. Mantenha seu veículo em boas condições de uso, fazendo periodicamente a manutenção preventiva;
  • Pratique e ensine a retirada do extintor de seu suporte;
  • Verifique todo mês o estado de conservação do extintor, seguindo as instruções contidas no rótulo do fabricante, e observando se:
  • - o ponteiro indicador de pressão permanece na faixa verde, o que indica estar devidamente pressurizado;
  • - o lacre de inviolabilidade permanece intacto;
  • - a aparência geral do extintor não apresenta sinais de oxidação (ferrugem), riscos ou amassamentos;
  • - o bico da válvula permanece desobstruído;
  • - as instruções de operação estão legíveis;
  • - as datas-limites de Garantia, Validade e Teste Hidrostático estão dentro do prazo;
  • Durante a verificação mensal, agite o extintor para manter o pó químico sempre em boas condições de uso;
  • Saiba distinguir se o extintor é novo ou recondicionado, por intermédio dos selos do INMETRO;
  • Não teste seu extintor. Mesmo uma pequena descarga poderá acarretar um microvazamento da pressão interna, tornando o inoperante;
  • Nunca atire ou deixe um extintor próximo do fogo de maneira descuidada, mesmo que descarregado.
  • O calor do fogo aumentará a pressão interna do cilindro, podendo causar uma explosão;
  • Use o extintor na vertical; nunca "deitado" ou de "cabeça para baixo".

    Em casa

  • Não permita cortinas compridas ou tapetes sobre fios elétricos nem os passe atrás de móveis;
  • Não esqueça ferro de passar roupa ligado;
  • Evite vazamentos de gás de cozinha; verifique-os usando espuma de sabão nunca fogo;
  • Produtos químicos e inflamáveis devem ser mantidos em recipientes apropriados, bem fechados e longe do alcance de crianças.
  • Ao acender a lareira ou a churrasqueira, não use líquidos inflamáveis como álcool, solventes e outros, de preferência use álcool gel;
  • Não limpe o piso de sua casa com gasolina ou solventes; os vapores com o ar formam misturas explosivas;
  • Se possível, coloque seu botijão fora de casa, obedecendo às orientações do fabricante para sua instalação;
  • Lembre-se de fechar o registro do gás quando for dormir ou não estiver usando.
  • Vazamentos ocorrem normalmente depois do regulador de pressão e, portanto o botijão nem sempre é o culpado;
  • A explosão não é do botijão, normalmente é a mistura do gás com o ar, que queima numa fração de segundos, causando a explosão;
  • Ao chegar em casa, se sentir cheiro de gás, não acenda a luz, pois isso pode ocasionar explosão;
  • Nunca ponha papel-alumínio ou algum metal dentro do forno de microondas;
  • Não fume na cama ou quando estiver com sono.

    No escritório

  • Não sobrecarregue os circuitos elétricas;
  • Desligue todo equipamento elétrico da tomada, ao término do expediente;
  • Não permita que fios elétricos cruzem a passagem, pois, ao serem pisados, terão a capa protetora comprometida;
  • Equipamentos elétricos aquecidos indicam problemas; chame um eletricista ou zelador;
  • Não deixe lâmpadas acesas encostadas em papéis, nem próximas a eles;
  • Verifique se o conteúdo dos cinzeiros está apagado antes de esvaziá-los nos restos de lixo;
  • Evite sobrecarregar a fiação elétrica, ligando vários aparelhos numa só tomada;
  • Não faça nem autorize que se façam instalações elétricas provisórias;
  • Não armazene amostras de produtos químicos, solventes etc;
  • Mantenha os arquivos e as prateleiras fechados.

    Na indústria

  • Não guarde estopas nem trapos impregnados de óleo, de cera ou de outros combustíveis;
  • Conserve combustíveis e inflamáveis em recipientes próprios, fechados, em ordem e devidamente rotulados;
  • Não jogue no esgoto líquidos Inflamáveis ou combustíveis, pois se inflamam facilmente e poderão produzir explosão;
  • Não faça instalações elétricas de emergência, porque elas sobrecarregam o circuito, provocando aquecimento e fogo;
  • Por ocasião de serviços de corte e solda, peça auxílio à segurança para preparar o local;
  • Utilize um sistema de permissões e precauções para os trabalhos de corte e solda.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O que os economistas pensam sobre sustentabilidade


  
Da Agência Ambiente Energia - Se na prática ainda não entrou totalmente na agenda de governantes, políticos e empresários, pelo menos no discurso de quase todos sustentabilidade virou um tema da ordem do dia. Por conta das mudanças climáticas e da busca por negócios sustentáveis em todas as áreas, fala-se numa nova economia, baseada na baixa emissão de carbono em todas as atividades humanas. Como será esta economia? Como precificar esta economia de carbono zero?, Quais são os impactos das novas tecnologias para esta mundo mais sustentável?. São perguntas que, certamente, passam na cabeça de muita gente. Mas, enfim, o que pensam os economistas sobre esta nova era da economia?

Quem procurou a resposta foi o jornalista Ricardo Arnt, ao reunir como organizador 15 grandes economistas brasileiros para tirar da gaveta o livro “O que os economistas pensam sobre sustentabilidade”, publicado pela Editora 34. Com larga experiência na área de economia, Arnt, além de trazer a questão para a seara econômica, tem a proeza de reunir uma nata formada por Antonio Delfim Netto, André Lara Resende, Edmar Bacha, Eduardo Giannetti, Luciano Coutinho, Gustavo Franco, José Roberto Mendonça de Barros, José Eli da Veiga, Luiz Gonzaga Belluzzo, Maílson da Nóbrega, Aloizio Mercadante, Sérgio Besserman Vianna, Pérsido Arida, Luiz Carlos Bresser-Pereira e Ricaro Abramovay.

No livro, este time de primeira discute, em entrevistas concedidas ao jornalista, a emergência das teses de sustentabilidade e seu discurso transformador, porém, frequentemente vago, genérico e sujeito a variadas interpretações e apropriações. Os economistas mais tradicionais, na obra, mostram como encaram as novas propostas, por que as aceitam ou refutam e o que consideram necessário, viável ou utópico. Já os economistas mais engajados com a agenda ambientalista apresentam suas críticas à teoria econômica.

Apesar das diferenças na hora de encarar a questão e a base conceitual que ampara as análises de cada um, o livro deixa uma boa indicação do que é preciso para alcançar o desenvolvimento sustentável, tão propalado por governantes, investidores, empresários e políticos: a qualidade do debate precisa evoluir, sendo necessário ampliar a discussão, superar impasses e construir consensos. E este bom debate, com certeza, temos neste livro de Ricardo Arnt. Já é um grande começo para entendermos esta nova ordem econômiza.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Profissional precisa falar a linguagem do empresário e criar indicadores pró–ativos
ENTREVISTA: JORGE COLETTO
Entrevista à jornalista Cristiane Reimberg
Foto: Cristiane Reimberg

O engenheiro de segurança Jorge Coletto tem em seu currículo empresas como a Volkswagen e o Banco Itaú, onde foi responsável pelos sistemas de gestão de SST. Para aprender a falar a linguagem do empresário decidiu cursar Administração. Com essas duas formações, procurou envolver a alta direção das empresas na gestão, criar indicativos pró-ativos de saúde e segurança e mostrar os ganhos monetários do investimento em prevenção. Essa visão, aliada à experiência de ter participado de discussões da OIT (Organização Internacional do Trabalho), fez com que hoje assumisse mais uma bandeira: a construção de uma Norma Brasileira de Gestão de SST. Foram dois anos de trabalho para criar a NBR 18801, de Requisitos, que envolveu mais de 120 profissionais prevencionistas. A missão do grupo agora é criar uma NBR que traga orientações para implementá-la. Para uma gestão efetiva ainda defende a participação do trabalhador, que é quem conhece os problemas, e que todas as mudanças de uma empresa, antes de efetivadas, sejam analisadas pela área ocupacional. Como professor de Pós da UNIP e coordenador do curso de Engenharia de Segurança na região do Vale do Paraíba, Coletto defende a revisão do conteúdo programático, que está desatualizado no País. Já para o futuro, o engenheiro vislumbra a integração da SST com a gestão da qualidade, do meio ambiente e da responsabilidade social.


PROTEÇÃO - Você participou da construção da NBR 18801: Sistema de Gestão de SST: Requisitos. Como foi esse processo?
COLETTO
- Foi um processo muito difícil e discutido amplamente com um grupo grande de profissionais. Tivemos no início alguns problemas de direcionamento da norma, mas depois conseguimos superá-los. Seguimos como eixo o que preconizava a recomendação da OIT e OSHA, de 2001. O que facilitou foi que participei da recomendação da OIT em Genebra e depois da Convenção 187, discutida em 2005 e 2006.

PROTEÇÃO - Como foi a experiência em Genebra?
COLETTO -
Em Genebra, participei da plenária, das discussões e depois do primeiro congresso em que foram aprovados os documentos. O trabalho de negociação foi muito amplo entre os países para que se tivesse uma visão clara de como o mundo vê um sistema de gestão. Essa participação me ajudou muito. Agora vemos que a CTPP está discutindo uma NR de gestão, o que acho um absurdo. Uma lei não pode definir como uma empresa deve gerir os seus negócios. Quando definimos o sistema de gestão da 18801 pensamos em uma gestão que seja integrada ao negócio da empresa. Como é possível criar uma lei que vai definir como gerir isso? Gestão é algo estratégico para uma empresa, não se define por meio de lei.

PROTEÇÃO - No caso da NBR 18801, como funciona a gestão em relação à autonomia das empresas?
COLETTO -
A norma brasileira vem da sociedade, trazendo aquilo que interessa a ela e considerando o rumo que ela toma. A nossa NBR é livre e traz um sistema aberto. Isso significa que a empresa definirá a gestão conforme a sua complexidade, da região em que está e do seu negócio. Em um sistema aberto, a gestão pode ser diminuída se for necessário.

PROTEÇÃO - Quais os principais aspectos que essa norma traz?
COLETTO -
Um dos principais aspectos é o incentivo à participação do trabalhador. A CIPA, apesar de estar na legislação há décadas, não é totalmente empregada com efetividade até hoje. Mas é importante que ela faço o controle social do sistema. Para que exista o sistema de gestão, também é fundamental a criação do processo de gestão de mudanças, que está contido dentro da Norma de Requisitos. Outro ponto primordial é a participação da alta direção com a definição de indicadores para Saúde e Segurança do Trabalho, ou seja, colocar a SST dentro do negócio da empresa.

segunda-feira, 2 de maio de 2011



:: PRINCIPAIS CAUSAS DO INCÊNDIO
Somente quem vive a experiência de um incêndio, pode dizer o quanto é triste e desesperadora. Cabe a toda a coletividade a cautela para evitá-lo, para tanto é necessário o conhecimento de suas principais causas:
Brincadeiras de Crianças
As crianças inocentemente, costumam brincar com fogo através de fogueiras, fósforos, isqueiros, utilizando frascos que continham líquidos inflamáveis. Instrua e vigie as crianças;

Balões e Fogos de Artifícios
Sobretudo nos festejos juninos, inúmeros incêndios são causados pelas centelhas ou mesmo a tocha acesa que pode cair sobre materiais combustíveis. Não Solte Balões e tenha muito cuidado com a utilização de Fogos de Artifícios;

Displicência ao Cozinhar
Períodos de cozimento acima do necessário, esquecimento de panelas ao fogo, colocação de alimentos em óleo quente, são causas costumeiras de princípio de incêndios. A atenção à cozinha é fundamental para se evitar um acidente.

Negligência com Fósforo
Não só crianças, como jovens e adultos, não dão a devida atenção aos fósforos, produzindo centelhas em locais com gás no ar, ou mesmo livrando-se do palito ainda em chamas. Apagar o fósforo antes de jogá-lo fora, bem como, guardar as caixas longe do alcance das crianças são atitudes simples que muitos incêndios irá evitar.

Fontes de Iluminação à Chama Aberta
Velas, lampiões e lamparinas, quando colocados diretamente sobre a madeira ou tecidos, facilmente tornam-se geradores de incêndios. A simples atitude de afastá-los de materiais inflamáveis ou a colocação de um pires ou prato sob a vela, evitaria inúmeros incêndios.
Aparelhos Eletrodomésticos
Além de instalações elétricas inadequadas, utilização de vários aparelhos simultaneamente, ou até mesmo quando apresentarem defeito, podem gerar incêndios através de curto-circuito. O uso racional destes aparelhos, bem como cuidados em sua conservação, auxiliam em sua tranqüilidade e segurança.

Cigarros Acesos
Fumar em locais proibidos, jogar fora as pontas de cigarros sem apagá-las, jogar a ponta do cigarro ainda acesas em lixeiras, fumar na cama correndo o risco de adormecer ainda com o cigarro aceso, são causas freqüentes de incêndios. Obedecer a sinalização de 'Proibido Fumar' e sempre que jogar fora a ponta do cigarro, apagá-lo devidamente seriam ações simples que muito auxiliariam a Prevenção e Combate a Incêndios.

Vazamento de Gás Liqüefeito de Petróleo (GLP)
Normalmente os botijões de gás, tanto o em uso como o reserva, são colocados ao lado do fogão. Esta prática pode favorecer ao rompimento da mangueira que os une devido ao manuseio constante. Ações como colocar o botijão em uso fora da residência (ou em local ventilado), o reserva em outro local também ventilado, utilização de mangueiras resistentes e preconizadas pelo Departamento Nacional de Combustíveis, manter o registro de gás fechado quando não estiver em uso e verificar constantemente se há vazamentos em sua conexão com o botijão, evitariam diversas explosões e incêndios já ocorridos.

Manuseio de Produtos Químicos
Alguns produtos químicos, em contato com o ar ou outros componentes, poderão incendiar ou explodir, causando incêndio. Atenção ao manuseá-los, acondicioná-los e guardá-los em locais próprios e seguros, evitaria acidentes de incêndio.

Instalações Elétricas Inadequadas
Improvisações em instalações elétricas bem como sua sobrecarga, são responsáveis pela maioria dos incêndios.

Trabalhos de Soldagens
Aparelhos de solda alimentados com acetileno e oxigênio, além da própria chama do maçarico, podem causar incêndios quando há vazamentos de acetileno. Os profissionais que utilizam este tipo de aparelho devem estar conscientes dos perigos e atentos quanto a danos nas mangueiras e registros do mesmo.

Ação Criminosa
Muitos incêndios são causados propositadamente. Esta causa de incêndio é detectada facilmente, levando as pessoas envolvidas responderem judicialmente pelo seu crime.